domingo, 25 de abril de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Discos #8

Yellow Magic Orchestra "Yellow Magic Orchestra" 1978, Japão
Christian Fennesz + Ryuichi Sakamoto "Cendre" 2007, Áustria + Japão
Teruyuki Nobuchika "Morceau" 2009, Japão
Susumo Yokota "Skintone Collection: The Best Of Susumo Yokota" 2007, Japão
World Famous "Showa 64" 1999, Japão
Nomak "Muziq and Foto" 2009, Japão
Nujabes "Modal Soul" 2005, "Metaphorical Music", 2003, Japão
Asakawa Maki "Blue Spirit Blues" 1972, Japão
Ametsub "The Nothings of the North" 2010, Japão

Edição 24.04.2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Burma's hip-hop resistance spreads message of freedom"


"They know every word. Boys, bare-chested and sweating in the April heat. Girls clutching digital cameras, their faces streaked with paste to protect them from the sun. They answer the call-and-response lines with increasing excitement. By the time Thxa Soe reaches the chorus, the crowd have taken over. With fists pumping the air, they roar his words back at him.

This is a summer music festival, soaked in alcohol and drenched in sweat, the same as anywhere. But this is Burma, and nothing is the same here."

domingo, 18 de abril de 2010

O exemplo T(h)ree

Na última edição de “Próximo Oriente”, o destaque foi inteiro para a iniciativa “T(h)ree” - New Musical Roots From Portugal, Hong Kong and Macau”. Trata-se de um projecto que reuniu um total de 33 bandas e 100 músicos dos três territórios na gravação de 17 temas que vão ser editados num disco a ser lançado em Maio.

A propósito desta iniciativa que nunca será demais saudar, algumas reflexões.

Mais do que uma palavra, “globalização” é um conceito já gasto de tantas e tantas vezes repetido neste mundo admiravelmente novo e, no entanto, sempre velho.  

Tal como as palavras que perdem sentido depois de as dizermos inúmeras vezes seguidas, também o significado de “globalização” se dissipa, tantas são as vezes que o globo nos entra casa adentro, dando a sensação de que já vivemos num mundo tão global quanto pequeno. Tanto, que chamar-lhe global deixa simplesmente de fazer sentido, pois o “todo” é, afinal, pouco, minúsculo. 

É também por resistir a alguns equívocos, tais como a noção de que o mundo é hoje um espaço exíguo por causa da globalização, e, ao mesmo tempo, por resistir ao desgaste do significado da globalização, que o projecto “T(h)ree” merece ser celebrado.  

Uma das virtudes desta iniciativa é, pois, mostrar-nos que “globalização” é um conceito que ainda faz sentido se tiver um papel na diminuição da distância entre dois pontos realmente (por oposição a virtualmente) longínquos.

Depois, “T(h)ree” mostra-nos que o mundo é ainda o mesmo lugar de sempre, o mesmo planeta, a Terra com as mesmas geografias, latitudes e longitudes. Tudo permanece remoto na distância apenas possível ao que existe e é real, que é físico. E só haverá “globalização” enquanto houver esta distância.

Outro mérito é o pioneirismo deste projecto.

aqui se comentou, a propósito de um programa de intercâmbios entre produtores de música electrónica oriundos da Alemanha e de vários países do Sudeste Asiático e da Oceânia, com o alto patrocínio do Goethe Institut, que estamos (nós, portugueses), longe de imaginar semelhante iniciativa partir de Portugal.

Mesmo com os laços construídos em séculos de relações com este lado extremamente oriental do mundo, Portugal continua um país ausente.

Com a excepção de uns leitorados de Português timidamente espalhados por esta parte do mundo – e em número que tem vindo a ser reduzido nos últimos anos – não existem políticas, acções e nem sequer ideias consequentes de promoção ou diplomacia cultural. 

Apesar disso, ou por causa disso - resistir pode ser força motriz - estamos a dias de um projecto pioneiro e raro ver a luz do dia.

Aqui cabe uma palavra de apreço pelo trabalho incansável do autor desta iniciativa, David Valentim.

O mais difícil está feito. Agora espera-se que as águas da indiferença onde voga a relação cultural entre Portugal, Macau e Hong Kong se agitem para receber e celebrar este T(h)ree. E que reguem estas novas raízes, para que floresçam.

Discos #7

T(H)REE "New Musical Roots From Portugal, Hong Kong and Macau", 2010, Hong Kong, Macau e Portugal

Edição 17.04.2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

INTRO 2010 - Beijing Electronic Music Festival

Da Acupuncture Records, editora dedicada à música electrónica e à "club culture" de Pequim, recebi a seguinte informação, que passo a partilhar, sobre a segunda edição do único festival de música electrónica realizado na capital chinesa. Cheers!

Ideas Need To Reach Out

Origins of  “INTRO”       
"On May 23, 2009, China’s first ever large-scale outdoor electronic music festival was successfully launched at 751 D-Park. The INTRO 2009 festival publicly introduced electronic music culture in a series of inspiring documentary screenings, forums, parties and other pre-event activities, all focused on the development and innovation of digital music and multi-media art. 
INTRO 2010       
On May 22nd, 2010 Acupuncture Records will once again welcome and delight over ten thousand of China’s electronic music fans by presenting world-renowned DJs, producers, and visual artists joint with China’s favorite local talent. 
The unprecedented festival line-up this year promises mind-blowing performances on the Main Stage, the Welcome Stage and the Lives Stage, featuring over 40 top-notch DJs and VJs.    The headliners include:       Robag Wruhme, a heavyweight historical figure in Germany’s electronic scene and member of the now split-up legendary techno duo Wighnomy Brothers (main characters in the award-winning documentary “Speaking in Code”);    three-member new concept DJ/band project dOP from France, who have wowed the world with their one of a kind, multi-style live performances and releases;    Oxia from France is known for putting the groove back into minimal and is the owner of some of the best dancefloor smash hits and biggest selling tracks in the past five years;    and Takkyu Ishino, godfather of Japan’s dance scene and head honcho of Japan’s biggest techno rave “WIRE”."  

terça-feira, 13 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Watch your step: Dubstep made in Macau

Na última edição de "Próximo Oriente" conta-se com um DJ Mix de N1D, produtor de Macau que se dedica a um género de música elecrónica que tem ganho proeminência nos últimos anos, o Dubstep. Este DJ Mix foi gravado em exclusivo para o "Próximo Oriente".
Deixo aqui a apresentação deste jovem produtor que, através da sua música, aproxima Macau do underground londrino. 


N1D is one of the key players in the Dubstep scene of Hong Kong and Macau. Started off in 2008, representing Heavy Hong Kong. N1D is now playing as a major role in the Heavy Dubstep Forward nights, bringing the heaviest Macau sounds on the underground dance floors of Hong Kong. He is also one of a very few dance music producers doing Dubstep and heavy bassline music in Asia. One of his productions “Sunshine” has been selected by France D&B / Dubstep massive Youthman (Central Massive, Bingo) as the intro tune of his studio mix in 2008.
 
2008 November, N1D had been invited and headline by the Shelter Shanghai (acclaimed as the best venue of underground music in China,) as guest DJ for the Sub-Culture night. 2009 April, he had been back to the shelter again to be the supporting guest DJ for MC RUMI (acclaimed as thte best female MC in Japan) & SKYFISH from Japan.
 
 
N1D has played along with Goth-Trad (Deep Medi, Japan), Truth (Deep Medi Music, New Zealand), Boj Lucki (MIR Crew, Sweden), Mael (Italy), Matt-B (Bass Science CrewJapan), Greg G (7even Recordings, France), Rumi & Skyfish (Japan), Didjelirium (Tahiti, Shanghai), MC ChaCha (Shanghai)…etc
 
N1D is now locking himself in his studio room and making some seriously heavy dubs for his underground dubplate business.

http://soundcloud.com/N1D 

Discos #6

New Pants "We Are Automatic", 2002; "Dragon Tiger Panacea", 2006; "Equal Love", 2008, Pequim, China
BlaKK Bubble "Mixtape Vol. 1 Hip-Hop Journey, 2008, Pequim, China
Young Kin "Mixtape Vol.1 Hip-Hop Journey, 2008, Pequim, China
MC Han "Mixtape Vol.1 Hip-Hop Journey, 2008, Pequim, China
Michita "Dawning", 2009, Hokkaido, Japão
Demo Lee, "Overtune Project Vol. 4: Execute Transmission", 2008, Manila, Filipinas
Greatest Forces "Overtune Project Vol. 4: Execute Transmission", 2008, Manila, Filipinas
N1D/Achun "Heaviest Bass in Macau mixed by N1D (Próximo Oriente Edit), 2010, Macau

Edição 10.04.2010

sábado, 3 de abril de 2010

Discos #5

Kimtak Building "In the Forest and Field", 2006, Hong Kong
P.K. 14 "City Wether Sailing", 2008, "Shei, Shei, Shei", 2004, Pequim, China
Boojii "Reserved", 2009, Xangai, China
Hang on the Box "Yellow Banana", 2002, "Di, Di, Di", 2003, "No More Nice Girls", 2007, Pequim, China
The Gar "The Gar", 2009, Pequim, China
Selfkill "After the Rain Stopped", 2006, Taipé, Taiwan

Edição 03.04.2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Rock the Casbah


Kabul's only rock band pushes 
Afghanistan's cultural frontiers

"The soundproofing in the home-made studio is not quite up to the job of muffling the din of Kabul's traffic, as a baby-faced 20-year-old called Suleman Qardash blasts out the catchy lyrics of Crack in the Radio, soon to feature on the first album by Afghanistan's only rock band.

With a dedicated following of expats and early signs of an appetite among young Afghans for English-language indie rock, Kabul Dreams are starting to show promise after less than a year together.

The band's existence is something of an oddity in a city where the diplomatic mood is increasingly turning to a negotiated settlement with the fundamentalist armed opposition."

in The Guardian

quinta-feira, 1 de abril de 2010